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Ao som do violão

By 20:35 ,

 
 

     Estava aqui sentada na minha cadeira branca e azul, retorcendo o corpo de tanta cólica e com os braços arrepiados de frio. É incrível como a temperatura tem mudado tão depressa, mas apesar dos pés gelados, gosto tanto desse clima friozinho. Gosto de ficar sentada aqui no computador, tomando meu leitinho quente e com o cobertor envolvendo as costas. E nesse meu momento tão doloroso e frio, o som de um violão se espalha pelo meu quarto, nunca tinha ouvido essa canção, e por não entender simplesmente nada do que a letra diz, me deixo levar pelos acordes do violão.

    É engraçado lembrar todas as vezes que tentei tocar, realmente sou uma negação pra isso. Ritmo, o que é isso mesmo?

     Ao ouvir esse violão me lembrei de um velho amigo, que por sinal a janelinha dele no chat, acaba de me chamar, mas deixa ele lá, ele nem sabe que estou me lembrando dele quando eu nem tinha 15 anos, não que faça muito tempo. Mas esse velho amigo me faz lembrar de um sentimento que neste momento não sei como nomear. Não acredito em frases como: " Quem ama deixa livre " ou " Antes seu amigo do que nada " , pra ser bem sincera, acredito que quem ama de verdade não deve deixar livre,pois o amor envolve, o amor quer por perto, o amor quer pra si. Os poetas dizem que o lutar pelo amor é um ato nobre. Eu digo que lutar por um amor é amar. 

    Quando eu tinha 15 anos, achava que era possível morrer de amor. Bom, já passei dos 20 e to chegando nos 21. Talvez os sentimentos não mudem, a nossa essência não mude, mas com certeza a nossa reação diante das ocasiões vai mudar, e muito. Quantas coisas aprendi nos últimos anos, e mais coisas ainda esqueci. Digamos que a minha memória não seja grande coisa. Fiz um teste de personalidade há um tempo e o resultado dizia que sou uma pessoa um pouco melancólica. Entendo por melancólica, ficar relembrando certas coisas, sentimentos etc etc etc. Talvez eu seja melancólica, amo as minhas lembranças, afinal elas me fizeram chegar até aqui. 

    Nas últimas semanas, o meu velho amigo que citei no começo deste pensamento, me ensinou algo que demorei 20 anos da minha vida pra aprender e entender. Ele me ensinou que a persistência nos leva a conquista. Aquele velho ditado de pedra dura e água mole, tanto bate, até que fura. Poxa vida, analisando o meu histórico de desistências, por que só agora eu vim entender isso?! Certa vez escrevi aqui no blog os meus sentimentos a respeito de ter desistido do curso de medicina, e agora nem sei se aqueles pensamentos estão certos. Senti vontade de ir lá e apagar aquela postagem. Será que cometi um erro?! Ainda bem que acredito que Deus está no controle da minha vida.

    Bom, pra finalizar esse pensamento antes que minhas pernas congelem de frio, acho que até é permitido desistir de certas coisas da nossa vida, mas o amor, esse eu não me permito desistir. Estou em um relacionamento de quase 5 anos, e muitas vezes pensei em desistir, mas o amor atrai, o amor quer por perto, o amor quer pra si. 


2 comentários

  1. Mais uma vez chorei, lindas palavras nunca me canso de ler.

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