Um conselho para menina que fui


Se eu pudesse voltar no tempo e dar um conselho pra menina que fui aos 15 anos. Eu diria pra ela sonhar. Sonhar muito. Sonhar com todas as forças.
Diria pra ela não ter medo da vida e nem das pessoas. Diria pra ela não ter medo de encarar a realidade e lutar com todas as suas forças para realizar seus sonhos.

Quando somos mais novas, acabamos dando enfase demais pra todos os momentos da vida. Achamos que um coração partido é o fim do mundo e que por que uma coisa deu errado, todas as outras darão também. Nos deixamos levar por momentos, sentimentos e tudo ao nosso redor nos influencia. Um turbilhão de pensamentos e sentimentos entram em conflito dentro de nós.

A medida que o tempo passa, aprendemos que nada é terrível demais ao ponto que não possa ser superado. Aprendemos  a chorar a noite inteira e no dia seguinte guardar nossas dores e colocar um sorriso no rosto. Aprendemos também que nada é eterno. Sejam pessoas, lugares ou sentimentos.

Eu diria pra menina de 15 anos ser quem ela quisesse ser. Ouvir o que quisesse ouvir. Dançar, gritar, rir, viajar... Diria pra ela viver todos os dias aproveitando cada segundo. Diria pra ela olhar para o céu todos os dias e agradecer a Deus. E sobre Deus?! Eu diria pra ela ser amiga Dele. Diria pra ela contar tudo pra Ele e no final da noite pedir um colo pra dormir. Diria pra ela pedir pra que Ele nunca soltasse suas mãos e guardasse seu coração.

Será que se de fato pudéssemos voltar no tempo, faríamos algo diferente? Teríamos profissões diferentes? Teríamos outros sonhos e viveríamos outros amores?

Sinceramente, a menina de 15 anos ainda está aqui, bem dentro de nós. E todos os dias digo pra ela o quanto ela pode ser ainda mais feliz. Digo pra ela que ela pode ser quem ela quiser ser e pode chegar onde sonhar em chegar.

Todos dias preciso me lembrar que eu não mudei. Eu ainda sou a menina de 15 anos. Ainda carrego sonhos e desejos. Talvez agora com menos drama e mais bagagem. Mas ainda assim, sou eu.

Já assistiu?